terça-feira, 16 de agosto de 2011

Da Luz à Escuridão

Samedi, le 16 juillet 2011

No post de hoje:
  1. Outro dia controverso
  2. Vídeo
  3. Fotos
           Acordei neste sábado, ainda em dúvida se eu conseguiria visitar a Loja Rosacruz (AMORC) de Toulouse. Eu tentei entrar em contato teleônico, mas só consegui deixar vários recados na caixa postal. Também liguei para Son-Ca, para avisar meu horário de chegada em Toulon, mas nada além de caixa postal... As pessoas na França ou são muito ocupadas ou nunca atendem o celular.
          Fiquei aguardando um contato telefônico no saguão do hotel, pois já havia dado o horário de check-out. Quando recebi, ainda teria uma hora livre e resolvi fazer uma visita rápida ao Jardin Japonês que ficava a uns 15min de caminhada, em frente ao Canal do Midi. Fiz umas fotos, uns vídeos, muito apressado e com muito calor e voltei correndo, ainda com medo de me perder no parque onde ficava o jardim, mas consegui voltar ao hotal a tempo do encontro.
          O mestre da loja chegou e nós fomos conversando sobre o chantier, sobre a história de Toulouse e sobre várias outros temas até chegar à loja, que na verdade, não ficava muito longe do hotel também. Vocês devem estar achando que Toulouse é um ovo, mas na verdade é a 3ª maior cidade da França, após Lyon e, em primeiro, Paris.
          Não há muito o que falar sobre a loja, apenas que fica num bairro residencial bem calmo e acolhedor. A construção é moderna, bem diferente do que eu imaginava e o ambiente interno é fresco e agradável. Tomamos um café com madeleines (um tipo de bolinho delicioso e muito comum por lá) então fui conhecer os outros cômodos. Não posso entrar em detalhes sobre o templo ou outras áreas de caráter administrativo, mas só posso dizer, que é tudo muito lindo e preparado para criar um ambiente propício ao trabalho fisolófico e espiritual. No tempo o mestre me deu a chance de alguns minutos de meditação, que foram muito importantes.
          O encontro foi verdadeiramente emocionante, tanto para mim como para o mestre, pois a loja nunca havia recebido um visitante do Brasil. Compartilhamos nossas experiências e dificulades ao resolver seguir a Ordem. E, infelizmente, como todos tinham que se preparar tive de partir e sua esposa me deu uma carona até a estação de trem.
          Consegui comer um bom lanche, jogar um pouco de Zelda, conheci uma simpática canadense no trem e conversamos quase o caminho todo, e tudo ia bem mesmo quando foi difícil saber qual ônibus eu deveria pegar para ir da gare de Toulon até o chantier, pois um cara meio doido (ou bêbado) estava disposto a me ajudar (apesar de eu não confiar muito) e uma moça (muito linda por sinal) ia descer no mesmo ponto que eu precisava. E não foi só isso, ela pode me conduzir até o GrandVar, que era caminho do chantier. Já eram umas 22h, mas seria apenas chegar, cumprimentar o povo e dormir... Ou chegar e dormir... Ou chegar, achar estranho que não havia ninguém no chantier àquela hora, desencanar e dormir... Ou, resolver sair e tentar ligar para Son-Ca de algum telefone público e depois dormir... Ou... Vocês entenderam? Eu estava completamente sozinho em um acampamento dentro de um canteiro de obras na França sem ninguém conhecido por perto, sem celular, sem Internet e sem telefône público nas proximidades (ou mesmo visíveis).
          Mesmo assim resolvi procurar um telefone público, ou algum estabelecimento que me deixasse utilizar o seu. A pizzaria perto do chantier não me deixou utilizar dizendo que só aceitava ligações internas (? - histoinha). Aí não achava um "orelhão" de jeito nenhum... Por sorte um restaurante me permitiu utilizar, pois eu disse que era um "tipo de urgência". Bom, realmente eu estava preocupado, pois não tinha ideia do que havia acontecido. No entanto, caixa postal novamente, nos dois celulares de Son-Ca. Acho que tentei entrar em contato também com Benjamin, sem sucesso.
          Voltei para minha tenda, desolado, isolado, cansado, desconfiado, decepcionado e tudo que é ado que vocês possam imaginar de negativo. É verdade que Son-Ca havia me dito que daria um descanso aos jovens, mas seria, provavelmente, no domingo, como ela me havia dito, mas durante a noite, naquele desespero de estar sozinho, eu só conseguia pensar irracionalmente e me preocupar com todo barulho gerado pelo vento, que novamente pareciam passos, ou alguém mexendo na tenda, olha... Depois de muito relutar e parar de prestar atenção em barulhos de carros achando que era a van voltando, depois de parar de pensar que algum acidente havia ocorrido, depois de pensar que o chantier havia acabado e mil coisas, depois disso, consegui dormir. Um terror. Foi um dia de luz no qual eu literalmente tive de enfrentar a noite escura 


Aguardando uma ligação...

Centro de alguma coisa, é... negócio

Dragão de sucata


Jardim japonês





Uma última volta pelo parque


Canal do Midi


Loja Rosacruz AMORC - Harvey-Spencer Lewis

Mestre Laurens e Eu

Eu e Kim

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá, fico contente que deseje fazer um comentário. Seja claro e respeitoso, assim todos poderemos tirar um bom proveito! Até mais...