segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O fim do "chantier des bénévoles"

Vendredi, le 22 juillet 2011


No post de hoje:
  1. Despedidas marcantes
  2. Vídeo
  3. Fotos
          Sexta-feira, a última de minha viagem. Neste dia tudo seria desmontado, as barracas, o Algeco seria deslocado, prepararíamos as malas e todos nos separaríamos. Se tivesse sido decidido assim desde o início, como me havia sido dito por e-mail, eu poderia partir ainda naquela tarde para Grenoble, visitar o Flávio, mas acho que havia ainda mais um problema que eu deveria enfrentar, mais uma pequena parte de um provável carma a pagar no velho mundo.
          Desmontar as barracas não foi nada fácil, o que já é difícil normalmente, ficou quase, ou melhor, foi impossível com o vento. A barraca "de jantar" se inflava a cada golpe da mistral e tivemos que levá-la até o interior do prédio para ser capaz de dobrá-la. E, para ficar ainda mais exaustivo, o método para dobrá-la era bizarro, e demorou muito para que eu entendesse o desenho das instruções. Enquanto isso fazíamos o último "Next", o último "debriefing".
          A despedida não foi triste, mas foi calorosa. Tiramos muitas fotos, na verdade, eles tiraram. Minhas coisas estavam todas guardadas em outra sala, pois era muita coisa para conseguir devolver nas minhas duas malas. Os primeiros a partirem foram os Tunisianos, Djamel e Ramzi. Com a ajuda de seu pedagogo e outros amigos desmontaram rapidinho a barraca, guardaram suas coisas e se foram.
          Mais tarde foi a vez de Mallorie. Enquanto eu arrumava minhas coisas, lá dentro, sua pedagoga chegou e ela foi me procurar para se despedir. Sinto muito sua falta, pois me dei bem com ela.
          A tarde passou lenta e Son-Ca ainda tinha de aturar o grude da Kelly, que além de estar triste por não querer partir, não estava bem por causa dos prospectos para futuro de voltar a morar com sua mãe.
          De repente ouvi gritos e passos apressados e Son-Ca veio feliz e aliviada; Kelly havia finalmente partido e ela estava livre. Nos abraçamos e pude sentir que ela estava realmente contente daquela responsabilidade ter sido cumprida e que tudo havia acabado... Bem, quase. Antes mesmo que ela terminasse uma latinha de cerveja junto comigo (dessas que mal tem álcool, mas sim, bebi um pouco para acompanhá-la e, convenhamos, depois de tudo que passamos, cabia uma comemoração) a Kelly já havia lhe enviado umas 3 ou 4 mensagens de texto.
          Depois de tudo arrumado, parti com Romain para sua casa, na qual passei bons momentos com sua família e conheci sua grande propriedade onde cultiva plantas diversas e armazena seu material de trabalho. Assistimos alguns dos filmes que fiz e depois de um bom banho e jantar, fui me deitar.


Elevando o Algeco

Já na nova posição

O espaço vazio onde antes preparávamos nossas refeições e tomávamos banho gelado.

Recados de Kelly para Son-Ca

Assinatura de Kelly: Sauvage (Selvagem)... Sugestivo, não?

O estado quase irrecuperável do meu clássico e noventista boné do Lakers

Arrumando as coisas...

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