quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Paris - Toulon

Lundi, le 4 juillet 2011

No post de hoje:

  1. Madrugada nos metrôs até Bercy
  2. Vídeos e Fotos: Nos trilhos até o Chantier
  3. Algumas cositas mais
            Segunda, às 4 da matina toca meu celular, logo depois o telefone do hotel para me despertar. Eu havia dormido de roupa para não perder tempo algum. Nem lembro se utilizei o banheiro, apenas verifiquei todos os documentos (CHECK!) e saí. Pedi um copo d´água (que ele encheu na torneira – aliás, na França é sempre assim) e como já estava tudo acertado, saí rolando minha mala até a Gare du Nord, que é próxima (ufa!). Chegando lá, não sabia direito como comprar meu ticket, mas felizmente tinha um maluco comprando pelo sistema eletrônico de vendas e aí segui o exemplo. Aliás, super simples, aceita moedas, notas e até cartão (às vezes), mas é melhor ter moedas, pois é muito barato (2 euros). E ah, isso me lembra, o “metrô” que eu peguei do aeroporto até ali, não era um metrô, era um navette, e realmente é mais caro mesmo (acho que pra evitar que o “povão” fique indo ao aeroporto por ele à toa... Sei lá. Mas eu não toquei disso naquela ora, só no penúltimo dia, mas já estraguei a surpresa.

            Ok! O mesmo atendente havia me dito como ir até Bercy, de onde partiria o trem para Dijon, depois Lyon-par-Dieu, Marseille e enfim Toulon. Mas, sei lá, por Deus (par-Dieu) eu perguntei a um rapaz e ele me disse que eu iria pegar o metrô errado! ARGH! Para ir até Bercy, era outra linha... MEDO! Ele me explicou com tanta gentileza, que confiei e mandei bala... Mais tarde uma senhora também me ajudou, desviando de seu caminho para me conduzir até o ponto no qual eu deveria pegar o metrô... Olha, não são todos os Parisienses que são mal educados como dizem, mas eu acho que haviam três agravantes: 1 – eles não pareciam ser europeus/caucasianos, ou melhor, da linhagem tradicional. 2 – eram gente do povo, gente humilde, que sabe o quanto é difícil depender de transporte público (mesmo na França) e 3 – eu me comuniquei em Francês, o que dizem que é ESSENCIAL (diz-se que eles detestam que você chegue falando Inglês como se lá todo mundo soubesse, ou como se fosse sua língua. Talvez chegando com gentileza você consiga, como disse um amigo, mas acho que deve ser raro). Mas isso são apenas conjecturas...
            Finalmente, cheguei à Bercy, comprei um suco Tropicana e comi uma barra de gergilim. Aí vem o vídeo (e as fotos), que vale mais que 103 palavras.



O trajeto de Paris Bercy até Toulon
Votação: Qual caligrafia é pior?
A em preto é do funcionário da SNCF
A em azul é a minha

Estação em Bercy

Usinas Nucleares

Companheiras de Cabine

Mallorie e Ramzi

Djamel e Kelly

A primeira noite no Chantier
 
            Só pra terminar, durante o trajeto eu ainda estava um pouco preocupado, e foi bom ter a companhia de Caitlin e sua amiga durante grande parte da viagem. Elas só falavam inglês e foi um inferno isso! No final eu disse à ela: “Oh my! You two ruined my french” (Meu Deus, vocês duas arruinaram meu francês). Passei por três verificações do meu EurailPass, e na última, apenas na última o cara chiou por causa das rasuras (“EU DISSE! EU DISSE!”, pensei, agora eles vão me atirar pra fora do trem), e eu tentei explicar, misturando francês com inglês, que havia sido o funcionário lá na estação, mas ele acabou deixando quieto. Em Lyon eu comprei um cartão telefônico e liguei para Benjamin para dizer que havia recebido seu recado, só então fiquei (quase) completamente tranqüilo, pois novamente caiu na caixa postal. Fiquei conversando com uma senhora, comprei um lanche delicioso de queijo, tomate e sei lá mais o quê, um chá e fiquei aguardando a hora do trem. Ah, dei uma passada nas informações também, pois minhas amigas deveriam fazer uma conexão em Avigon, mas seria estúpido, já que meu trem também iria até Marseille, e mais, chegaria ANTES do delas. Aí elas ficaram... Mas foi deprê, elas estavam com MUITAS malas, e malas gigantes! Que ocupavam mais espaço nas cabines que as próprias pessoas. Uma senhora tentou entrar, mas desistiu e voltou bufando, revoltada. “Isso vai causar um embaraço diplomático entre França e China” eu disse a elas. E pior, elas nem estavam no vagão certo, pois o ticket delas era de classe 2, mas o mesmo cara que reclamou da rasura resolveu deixar quieto esse lance. Aí a gente trocou contatos, eu dei um dos desenhos do aeroporto de Brasília pra ela (aquele da entrada) e ela me deu um cartão amarelo (que eu acabei de descobrir que não sei onde está – fiquei furioso) no qual a gente ficou escrevendo os significados de nossos nomes.
            Em Marseille a gente se separou, e eu peguei um trenzinho bem vandalizado até Toulon. Quando cheguei, escrevi rapidamente meu nome e sobrenome + CEAS, como combinado e aguardei até que Benjamin chegasse. Aproveitei para marcar minhas passagens, já sabendo que iria lotar. Eu planejava ir dia 15 (sexta) para Toulouse (onde visitaria a Loja Rosacruz de lá – depois entro em detalhes) e voltar dia 17. Porém, só consegui para dia 14 até 16. Ok, mas aí, uma outra mudança de planos. O chantier deveria terminar dia 22, como ela havia me dito no e-mail, no entanto naquele momento ele afirmava que seria dia 24... Bom, eu já não poderia mais visitar o Flávio, em Grenoble, como imaginado. Comprei minha passagem direto para Paris... Mmmm. Ironias do destino (mas não vou estragar a surpresa agora). Até amanhã cedinho, quando começo meu trabalho de pedreiro!
            E apesar de meu nome (José) não ser nada difícil, acabei virando "ROSSÊ"! Como em espanhol, como Juan. Acho que era mais fácil, ficou engraçado e interessante, mas demorei para me acostumar. O povo me chamava: "Rossê... Rossê!"... E eu "ãh?".

            Ah, gostaria de agradecer todos que estão visitando, lendo, vendo e comentando! Seja aqui ou nas redes sociais. Agradeço de coração todos os elogios, para mim é mesmo muito importante!

Um comentário:

  1. Estou adorando ler o blog, a cada post me interesso mais pelo projeto, mesmo com as complicações que você passou!
    O vídeo de 15 minutos com sua rota por Paris ficou bem legal, os lugares e monumentos são lindos. Sorri ouvindo a criança cantar no ônibus e ri quando você disse "Paris tá cheio de prédios de esquina assim... Mas é claro, todos se encontram no centro! (Olha o mapa) Não, não faz sentido algum!"
    E quanto ao mal atendimento, conversei com meus tios que visitaram a França e eles tiveram a mesma experiência. Disseram que, realmente, as pessoas de restaurantes e lojas em geral não têm muita paciência com estrangeiros e se sentem muito incomodados se você chegar falando inglês.
    É, se eu quiser realmente fazer essa viagem como você, terei que me aprofundar muito no Francês!

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