sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"Toulon, nous avons un problème..."

Mardi, le 12 juillet 2011


No post de hoje:
  1. Vídeo (20min)
  2. Algumas considerações
  3. Fotos

          Olá gente, essa não foi uma "Mardi Gras", como vocês talvez já tenham visto no vídeo. Aliás, recomendo que o assistam, pois não vou escrever muito hoje, quase tudo que precisam (ou queiram) saber, está lá.
          O que precisam saber, que não é mostrado no vídeo, é que nesta terça, nós iríamos assistir um Show de um grupo marroquino, ou de jazz na ilha de Porquerolles, ou os dois e voltar mais cedo, antes que terminasse o show, pois não queríamos chegar muito tarde no chantier. Porém, tem coisas sobre as quais não temos controle, não é?
          A (vaca da) mulher que nos deu a informação sobre os barcos disse que o último partiria da ilha às 20h, e depois só 0h, quando terminasse o show. E meia-noite seria MUITO tarde, chegaríamos no chantier lá perlas 2 da manhã, e no dia seguinte, trabalho? Tá louco... Bom, curtimos um pouco (apesar das reclamações de você sabe quem sobre ter que caminhar, aquele grude todo, e as brincadeiras do Djamel) até que chegamos no porto com 10min de adiantamento e cadê o barco? Já havia partido, no cartaz dizia "19:30h". Aí, como devem imaginar, acabou. Acabou o humor, e foi difícil recuperar. Jantamos e fizemos o debriefing para passar o tempo. Achamos que poderíamos ir embora com a banda de jazz, mas na verdade eles vieram receber o último barco, no qual não poderíamos partir (pois teríamos que pagar 16 euros, além do barco de volta que já estava pago).
          Kelly estava pra lá de estressada, fora do normal (normal de estressada), e pra piorar Djamel ficou torrando o saco dela até que ela se enervou de vez, derrubou um vaso, como verão na foto e sumiu. Aguardamos e só após a piada do Djamel que veio a bomba. Ao fazer as pazes com Kelly ele notou que sua mão estava machucada. Na raiva, ela havia esmurrado uma parede e praticamente quebrado a mão, o pulso o braço, sei lá. Mas até aí, ainda pensávamos em ir ao show, pois teríamos que aguardar de qualquer jeito até meia-noite. Enquanto eu dizia, animado "Estou na França, não posso reclamar..." eu dava três passos de costas e caí sentado. Por um momento achei que minha câmera, que estava dentro da bolsa havia quebrado (pra fechar o dia), pois ela não conseguia mais focar. Mas felizmente, desliguei e a liguei novamente e tudo estava ok.
          Resolvemos ir até um posto de bombeiros, salva-vidas, ou qualquer coisa, para ver meu machucado e o de Kelly. E chegando lá a situação foi piorando. O clima ficou feio, teríamos que aguardar e ela tava mal pacas, com muita dor, cada vez pior.
          (Não vou escrever muito, ah, tá bom...).
          Aí Son-Ca veio conversar comigo, estava tão decepcionada que não suportou mais e chorou. Eu a abracei e dei todo apoio moral que podia dar. Realmente foi um momento difícil, mais de muita ternura, pois eu senti que podia ajudá-la. Disse a ela "que como professor já havia quase sido agredido por um aluno e já havia até recebido ameaça de morte...", e que para nós educadores de hoje em dia, é assim mesmo, estamos sujeitos a todo tipo de problemas ao lidar com os jovens, principalmente aqueles que vem de um berço tão desestruturado. Naquele momento, enquanto ela se acalmava, eu soube porque, mesmo sem saber direito o motivo, eu havia decidido ir à França. Eu soube qual era a força que me puxava para lá, apesar de tantas coisas terem sido contra, e de onde vinha a força da minha perseverança de chegar ao chantier. Eu precisava estar ali, para ela, naquele momento. Não digo isso por vaidade, pelo contrário, fico feliz de tudo ter dado certo para que eu pudesse estar ali, naquele momento, quando havia uma pessoa que precisava tanto de alguém maduro o suficiente para poder desabafar, para se tranquilizar.
          Agora sim, vou terminar. Apenas dizendo que após o hospital, tivemos que ir à polícia para que abrissem uma farmácia (pois todas já estavam fechadas) para poder comprar o remédio da Kelly, cujo braço, pulso ou mão, não estavam quebrados, apenas uma contusão grave.
          Chegamos ao chantier lá pelas 2h da manhã, daria no mesmo se tivéssemos decidido ver o show, e nada de ruim teria acontecido. Vá entender...






Comprando as passagens

Um forte "xe pas quoi"

Aguardando o barco...

... e comendo um pouco.

O barco chegou



Chegamos à ilha...




Notem que ela já não estava muito animada

Djamel colhendo uma flor para Kelly

Problemas

Mensagens

Aguardando as meninas


Indo para um rápido banho de mar



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