terça-feira, 23 de agosto de 2011

Um "drôle de" sábado em Hyères...

Samedi, le 23 juillet 2011


No post de hoje:
  1. Um breve retorno ao "chantier"
  2. Problemas realmente inesperados
  3. Algumas fotos
          Estive em muitos lugares neste sábado. Comecei meu dia na casa de Romain, onde tomei um bom café e fui caminhar pela sua propriedade onde fotografei muitas flores e plantas. Depois voltei para o "chantier", onde acompanhei o trabalho de Romain e Jaison, mas eles não me deixaram trabalhar. Apenas em um único momento no qual Jaison me pediu para regar as Aloe Vera, antiga Babosa (nenhuma empresa que se prese utiliza o nome Babosa em seus cremes, pra ficar bonito tem que escrever : "com Aloe Vera"). Depois fiquei jogando Zelda até o Julien chegar, após muitas tentativas de ligações e mensagens na caixa postal dele e de Son-Ca.
          Fui até a casa dele, perto de "la Valette", um bairro da região, próximo ao "chantier" e ficamos jogando um de seus milhares de jogos de mesa, cara, aquele ap. é o sonho pra quem gosta de jogos, tem caixa deles até o teto, tapando as paredes. Tomamos um café e finalmente Son-Ca chegou.
          Ela parecia bem, mas eu senti que ela estava um pouco, diria, pensativa. Ao chegar em sua casa, após uns 40min de viagem, diria, me instalei e descansei bastante, até o almoço e na parte da tarde começaram umas situações chatas. Seu noivo, cujo nome não sei escrever, trabalha de guarda costeira perto da ilha de Porquerolles (na qual Kelly quase quebrou sua mão) e quando volta, apenas de fim de semana, está morrendo de vontade de curtir, sair etc. Mas Son-Ca, pobre Son-Ca, estava esgotada, física e emocionalmente, ainda mais que eu, bem mais, e não estava a fim de fazer nada. Eu, pra ser sincero, também não, e passei boa parte da tarde dormindo e jogando mais Zelda sozinho naquele ap. (que diga-se de passagem é lindo e tinha uma vista que muito hotel 5 estrelas não tem, apesar de não ser tão caro e nem de luxo) enquanto eles estavam fora, provavelmente discutindo, pelo clima que estava rolando.
          Só sei que durante a noite ele nos convidou para ir a um festival "du MIDI", e à priori não iríamos então ele decidiu ir sozinho. Sozinho? Não sei, eu acho que tinha entendido que Son-Ca iria também, e me enganei, não sei. Não sei quando decidi ir apenas para lhe fazer companhia, pois fiquei com pena dele e também porque não queria gerar nenhum tipo de ciúmes da sua parte, caso eu ficasse em casa, com sua noiva.
          Graças a Deus Son-Ca o convenceu a ir de carro, senão teríamos que ir de moto, e eu detesto motos. Chegando lá, o preço era 20 euros, que eu não estava nem um pouco afim de gastar, então demos um tempo, pois ele sabia que mais tarde existia a possibilidade de entrarmos de graça, pois só haveria mais uma banda e, convenhamos, pagar 20 euros para ver nem metade do festival, tá louco, são quase R$50 e eu só tinha 40 euros em espécie comigo. Dito e feito, quando os seguranças se foram a moça nos deixou entrar, bom, ela apenas disse "continuem andando".
          Lá "dentro", pois era ao ar livre, no topo de um morro onde há as ruínas de um castelo tivemos que escutar um coreano-canadense solitário maluco que não tocava coisa com coisa e era ovacionado frenéticamente ao fim de cada "música", se é que pode ser chamada assim, seu "projeto" se chama: Dirty Beaches, nome bem apropriado.
          Quando finalmente começou a última banda, "Washed Out", que aliás, É BOA DEMAIS, ele queria ir embora, não saquei direito,as parecia que algo de não muito legal estava rolando, pois ele não parava de mandar mensagens de texto no celular. Disse, esperemos apenas a primeira música, aí você decide. E olha que eu nem queria ir, agora eu estava querendo ficar. A música estava ficando boa e apesar de eu não ser nenhum Don Juan, o visual estava ótimo, estava valendo a pena apenas curtir a "paisagem". Mas não teve jeito, ao terminar a primeira música ele quis partir, sem dar muitas explicações e, eu poderia até ter ficado, se eu fosse um pouco mais ousado, mas...
          Não vou entrar em detalhes, para preservar a privacidade das pessoas envolvidas, mas foi bom eu ter voltado com ele, e se eu soubesse teríamos voltado BEM antes, ou eu nem teria saído, pois acontecimentos nada agradáveis tomaram lugar naquela noite e demorou um bocado, algumas horas, acredito que apenas lá pelas 2 ou 3h da manhã que fomos nos tranquilizar. Espero que entendam que foi um tipo de coisa não muito grave (agora, que sei que estava tudo bem), mas o que se passou pode ser constrangedor para os envolvidos, então decido não contar.
          Só sei que mesmo depois de tudo "resolvido" passei uma noite ruim, sem conseguir dormir direito e com sonhos confusos e repetitivos sobre tudo o que havia acontecido.
          Não esperava passar por uma coisa dessas, logo no meu último dia na região, temi por muitas coisas, cheguei a pensar que talvez não voltasse para o Brasil ou que não voltasse a ver certa pessoa... Mas, mais uma vez Deus esteve ao meu lado, ao nosso lado, e atendeu minhas orações que não parei de fazer desde que o problema se instalou. Eu o agradeci e ainda agradeço às vezes por ter me salvado de mais uma "noite escura", e por ter me colocado ali, naquela situação adversa, pois mais uma vez outras pessoas precisaram muito de mim e, acima de tudo, como maior prova de altruísmo e serenidade, ter que ser o "porto seguro" de uma pessoa praticamente desconhecida. Mais uma vez eu senti que deveria, MESMO, estar ali, que minha presença foi importante. E devo a Deus toda força que tive para suportar aquelas poucas horas de desespero intenso, de frio e desamparo, de esgotamento físico e mental.

Chique né? Acreditem, esta casa é feita de Algeco´s

Propriedade de Romain

Parece um bonsai gigante, mas é um... Carvalho, eu acho.

A Collie do Romain, muito simpática.



Estufa

Armazém

Caillous coloridos

Aloe "Babosa" Vera

Hyères, vista do ap. da Son-Ca

FEstival do MIDI

Eu e o noivo de nome insoletrável da Son-Ca

A banda boa que não ouvimos tocar até o fim...

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